Em sua quarta edição, Agro Sem Limites reúne negócios, animais, tecnologia, conhecimento e entretenimento no Recinto Mello Moraes
Bauru nem sempre é lembrada quando se fala em agronegócio. A imagem mais comum da cidade está ligada ao comércio, aos serviços, à saúde, à educação e à posição estratégica que ocupa no interior paulista, mas durante dez dias, o Recinto Mello Moraes coloca outra parte da economia regional no centro da cidade.
A quarta edição do Agro Sem Limites começou nesta semana e segue até 12 de setembro, reunindo produtores rurais, criadores, empresários, profissionais do setor e visitantes. A programação combina exposições de animais, julgamentos, competições equestres, leilões, palestras técnicas, gastronomia e atividades voltadas ao público que acompanha o universo do campo.
A dimensão do evento ajuda a entender por que ele já não funciona apenas como uma feira agropecuária tradicional. A edição de 2026 chega depois de três anos de crescimento e amplia a presença de negócios, conhecimento e experiências para diferentes públicos. A organização espera reunir mais de 2 mil animais e visitantes de diversas regiões do Estado.
Do produtor ao consumidor
Há uma distância cada vez menor entre aquilo que acontece dentro de uma propriedade rural e o que chega à cidade. Máquinas, genética animal, tecnologia, alimentos, serviços especializados, transporte, comércio e conhecimento fazem parte de uma cadeia extensa, que envolve muito mais gente do que apenas quem trabalha diretamente na produção.
É essa cadeia que aparece no Recinto Mello Moraes. Ao lado das exposições e competições, a feira reúne empresas e profissionais ligados ao setor, cria espaço para negócios e apresenta soluções utilizadas no campo. Também há programação técnica, aproximando produtores e especialistas em torno de assuntos que interferem diretamente na produtividade e na gestão das propriedades.
A história do próprio evento mostra essa evolução, pois na primeira edição realizada em 2023, a Agro Sem Limites já reunia exposições, competições e leilões. Em 2024, a organização informou ter registrado mais de 20 mil visitantes, 300 expositores, 1.500 animais e mais de R$ 3 milhões em negócios e leilões.
Em 2025, a feira chegou à terceira edição com produtores, empresas, pesquisadores e público geral reunidos no mesmo espaço, além de cursos, palestras e atividades voltadas à agricultura familiar e aos grandes produtores.
O crescimento ajuda a colocar Bauru em uma posição interessante, já que a cidade não precisa ser uma grande produtora rural para participar da economia do agro. Ela pode funcionar como ponto de encontro para quem produz, fornece, compra, pesquisa, presta serviços e trabalha em uma cadeia que atravessa vários municípios.
E é essa mistura que torna a feira interessante para quem não vive no campo. Há animais, provas equestres e atividades para famílias, mas também há empresas, profissionais, conhecimento técnico e negócios acontecendo no mesmo lugar. A programação deste ano inclui modalidades como Ranch Sorting e Três Tambores, julgamentos de diferentes raças, leilões, mini fazenda, palestras e espaços de alimentação.
Para Bauru, o movimento também tem um efeito que vai além dos portões do recinto. Eventos desse porte colocam hotéis, restaurantes, comércio, transporte e outros serviços em contato com um público que chega de fora da cidade. A própria organização projeta impacto em diferentes setores da economia local e regional.
A Agro Sem Limites termina no dia 12, mas a presença do evento no calendário de Bauru já diz bastante sobre a cidade e sua região. Entre o campo e o ambiente urbano existe uma rede de negócios que nem sempre aparece quando se fala da economia local. Durante dez dias, ela ganha endereço, movimento e público no Mello Moraes.
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